E se todo o gelo do Pólo Norte e Sul derreter?

Nos últimos anos, muito tem sem falado no aquecimento global, causado pelo efeito estufa. Ao longo da história da Terra, houve vários períodos de mudanças climáticas, períodos que duraram milhões de anos, e mudaram completamente o clima do planeta. O mais recente evento do tipo foi uma era do gelo, que teve seu pico há 20 mil anos atrás, quando a fumaça de erupções vulcânicas provavelmente bloqueou a entrada dos raios solares na Terra.

Contudo, a mudança climática atual parece não ter causas naturais, pelo contrário, somos nós quem estamos acelerando o processo de aquecimento, ao poluir a atmosfera com gases poluentes, como o gás carbônico (CO2).

E muitos dizem que os efeitos já estão sendo sentidos, sobretudo nos últimos 50 anos. Tempestades e furacões sem precedentes, ondas de calor e frio jamais vistas…

O aumento da temperatura média global faz com que os oceanos também aumentem de temperatura, facilitando a formação de furacões. Exemplo disso é o Sandy, que devastou parte da América Central e os EUA recentemente. Isso deve se tornar cada vez mais frequente, sobretudo em áreas que não costumam ter eventos climáticos do tipo.

Derretimento das geleiras

Mas o mais notável efeito é sem dúvida o derretimento das calotas polares da Groenlândia e da Antártida. Ambos somam cerca de 97% de toda a água doce do mundo, e a medida que os termômetros vão registrando um aumento na temperatura, muitas geleiras vão derretendo, e deixam a pergunta: e se toda a Groenlândia e toda a Antártida derreterem?

Nova Iorque submersa

Hoje podemos afirmar com um razoável grau de certeza que tal tragédia não acontecerá esse século, à menos que um brusca mudança de temperatura aconteça.

Manhattan alagada

Mas supondo que os dois pólos congelados da Terra um dia derreterem por completo, o mar subiria cerca de 70 metros, segundo estimativas dos pesquisadores. Toda a costa leste e sul dos EUA ficaria permanentemente submersa. Em Nova Iorque, a água alcançaria o nível da cabeça da Estátua da Liberdade. Mas não somente ali o caos se instauraria. Grande parte da Europa também ficaria submersa. Países como a Holanda simplesmente sumiriam do mapa. Na Ásia, cidades japonesas, chinesas e indianas também ficariam alagadas. O mesmo a dizer de países como Indonésia e cidades costeiras da Austrália. Na América do Sul, cidades costeiras do Brasil, como Rio de Janeiro, Recife e Buenos Aires – na Argentina – desapareciam.

Estátua da Liberdade alagada

A maioria da população mundial vive em cidades costeiras. Se o mar subir 70 metros, bilhões de pessoas irão morrer. A economia iria ruir completamente. Cidades inteiras irão desaparecer. E teríamos sérios problemas de energia, já que grande parte das usinas estão no nível domar.

Pirâmides do Egito

Mas engenheiros e outros especialistas já começaram a idealizar projetos que possam salvar a humanidade do aumento do nível do mar. Estimados em centenas de bilhões de dólares, enormes e resistentes diques podem ser a solução ideal para proteger uma cidade do aumento do nível do mar. No entanto, países mais pobres não conseguiriam realizar tais obras, como Bangladesh, que fica ao nível do mar.

E diques do tipo já existem em alguns países, sobretudo na Holanda. Imensas barreiras já estão prontas para se fecharam caso aconteça alguma grande tempestade.

Cidades flutuantes podem ser uma outra alternativa, visto que elas se adaptam ao nível do mar. Mas não importa qual seja o método, se o mar subir, deverá haver uma união de todos os países, e toda a engenhosidade humana deverá ser colocada em ação.

Artigo sugerido pelo leitor “Caio”

Lucas Rabello tem 19 anos, mora em São Paulo, é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, apaixonado por ciência, adora esportes, rock e livros de suspense. É administrador do Mistérios do Mundo (projeto que criou em 2011) e escreve diariamente para o site.

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